Conforme destaca o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a classificação BI-RADS 4 indica a presença de um achado com suspeita real de malignidade, variando de 2% a 95%. Neste artigo, discutiremos as subcategorias desse nível, os motivos técnicos que levam à indicação de biópsia e como o suporte de uma equipe qualificada é essencial para atravessar essa etapa com clareza. O objetivo é transformar a preocupação em um plano de ação seguro, capaz de garantir o melhor desfecho clínico possível.
O que torna um achado suspeito o suficiente para o nível 4?
A categoria 4 do sistema BI-RADS é atribuída quando o radiologista identifica alterações que não apresentam as características clássicas de benignidade observadas nos níveis anteriores. Um achado entra nessa classificação quando possui margens irregulares, microcalcificações pleomórficas, com formas e tamanhos variados, ou distorções na arquitetura do tecido mamário. Diferentemente do nível 3, em que a observação pode ser suficiente, aqui a probabilidade de doença é considerada alta o bastante para que a espera represente um risco desnecessário.

Como comenta o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a análise visual detalhada permite subdividir essa categoria em 4A, de baixa suspeita; 4B, de suspeita intermediária; e 4C, de alta suspeita. Essa estratificação auxilia o médico assistente a compreender o grau de urgência e o que esperar do resultado anatomopatológico. Independentemente da subcategoria, o consenso médico internacional recomenda que toda imagem classificada como nível 4 seja submetida à verificação tecidual para confirmar ou descartar a presença de células neoplásicas.
Por que a biópsia é o procedimento padrão recomendado?
Muitas pacientes questionam se seria possível realizar outro exame de imagem em vez da biópsia, mas a resposta técnica é negativa. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues ressalta que mamografia, ultrassom e ressonância são excelentes para localizar e descrever lesões, porém apenas a análise microscópica das células fornece diagnóstico definitivo. A biópsia é considerada o padrão-ouro porque permite identificar o tipo celular e, em caso de malignidade, determinar as características biológicas que orientarão o tratamento.
Os procedimentos de coleta evoluíram para se tornarem minimamente invasivos. Atualmente, a maioria das biópsias mamárias é realizada por agulha grossa, conhecida como core biopsy, ou por sistema a vácuo, chamado mamotomia, guiadas por ultrassom ou estereotaxia. Esses métodos são rápidos, feitos com anestesia local e não exigem internação hospitalar.
Como interpretar o resultado da investigação tecidual?
É importante destacar que receber a indicação de biópsia após um BI-RADS 4 na mamografia não significa diagnóstico de câncer. Uma parcela significativa das biópsias nessa categoria resulta em achados benignos, como alterações fibrocísticas complexas ou papilomas. O objetivo do médico é justamente filtrar esses casos e garantir que nenhum câncer passe despercebido.
Quando o resultado é benigno e concordante com a imagem, situação chamada de concordância radiopatológica, a paciente pode retornar ao rastreamento preventivo habitual. Por outro lado, se a biópsia confirmar a presença de células malignas, o diagnóstico precoce proporcionado por esse rigor técnico torna-se o maior aliado da cura. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues pontua que identificar a doença nessa fase, antes mesmo de ela ser palpável, permite tratamentos muito mais conservadores.
Qual é o papel do suporte especializado nesse processo?
Atravessar o diagnóstico de uma lesão nível 4 exige confiança no corpo clínico e acesso a tecnologias que assegurem a correta localização do achado. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues sintetiza que a comunicação clara entre radiologista e paciente reduz o impacto emocional do procedimento. Ter o exame laudado por um especialista que domina as nuances das subcategorias do BI-RADS evita biópsias desnecessárias e direciona o esforço diagnóstico para onde realmente existe risco.
O BI-RADS 4 na mamografia deve ser encarado como um chamado à precisão diagnóstica. Embora a palavra biópsia possa assustar, ela é a ferramenta de maior segurança que a medicina moderna oferece para proteger a saúde da mulher. O suporte de um diagnóstico por imagem de excelência e a compreensão de que a ação rápida é a melhor estratégia diante da incerteza. Valorize o rigor do seu laudo e siga as recomendações médicas com prontidão, pois o conhecimento exato sobre o que acontece no seu corpo é o primeiro e mais importante passo para a manutenção da saúde e da longevidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez