Elmar Juan Passos Varjão Bomfim analisa que executar obras dentro de empreendimentos comerciais em funcionamento exige uma engenharia orientada por restrições que raramente aparecem com a mesma intensidade em canteiros convencionais. Circulação de pessoas, continuidade de serviços, operação de lojas e padrões rigorosos de segurança transformam o planejamento em parte decisiva do resultado, pois qualquer intervenção interfere diretamente na experiência do público e na rotina de quem trabalha no local.
Contudo, a complexidade não está apenas no ambiente ativo, mas no grau de interdependência entre sistemas. Instalações elétricas, climatização, rede hidráulica, proteção contra incêndio, acessos e logística de cargas convivem com uma operação que não pode simplesmente parar. Nesse cenário, o desempenho técnico depende de decisões que conciliem obra, operação e risco com precisão.
Condicionantes de segurança e convivência com o público
De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a primeira camada de decisão envolve segurança operacional, com controle de acesso, segregação de áreas e proteção do público contra poeira, ruído, vibração e circulação de equipamentos. Em obras internas, o canteiro precisa ser desenhado como um sistema temporário, com rotas definidas, sinalização, barreiras físicas e procedimentos de emergência compatíveis com o funcionamento do empreendimento.
Em contrapartida, restrições de horário e limites de interferência exigem escolhas técnicas que privilegiem métodos de execução com menor impacto, sem comprometer qualidade. Cortes estruturais, perfurações, reforços e intervenções em instalações precisam considerar o efeito sobre lojas vizinhas, áreas de alimentação e corredores de circulação. Nessa lógica, o critério técnico inclui prever o comportamento do ambiente durante a obra, e não apenas o estado final.
Planejamento por fases e logística construtiva em ambiente ativo
Segundo a avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a obra em operação demanda planejamento por fases, com entregas intermediárias e validações sucessivas para evitar paralisações imprevistas. A definição do escopo precisa incorporar etapas claras, janelas de intervenção e limites de interferência por área, pois o empreendimento segue operando com metas comerciais, fluxo de visitantes e compromissos de funcionamento.
Ainda assim, o planejamento só se sustenta quando a logística construtiva é compatível com o cotidiano do local. Entrada e saída de materiais, descarte de resíduos, transporte vertical, armazenagem e movimentação de equipes precisam seguir rotas controladas e horários específicos. Logo, decisões sobre pré-fabricação, montagem modular e organização de frentes simultâneas tendem a reduzir tempo de exposição do público e minimizar conflitos com a operação.

Integração entre sistemas prediais e continuidade de serviços
Na interpretação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o ponto crítico de muitas intervenções está na integração entre sistemas prediais, porque falhas de compatibilização podem interromper atividades essenciais. Alterações em elétrica, automação, climatização e hidráulica exigem leitura detalhada das cargas, redundâncias, pontos de conexão e limites de desligamento, garantindo que a operação mantenha condições mínimas de funcionamento durante cada etapa.
Sendo assim, a engenharia precisa estabelecer protocolos técnicos de comissionamento parcial, testes de desempenho e validações por subsystem, evitando ligar tudo apenas ao fim. A coordenação com equipes de operação, manutenção e segurança é parte do trabalho técnico, pois manobras e desligamentos controlados precisam ser documentados, planejados e executados com rastreabilidade para reduzir risco e tempo de resposta.
Controle de qualidade, rastreabilidade e redução de retrabalho
Como observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a pressão por prazo em ambientes comerciais frequentemente incentiva atalhos que elevam retrabalho e geram custos indiretos. Para evitar esse efeito, o controle de qualidade deve ser desenhado como rotina operacional, com inspeções programadas, registros de conformidade, controle tecnológico quando aplicável e verificação de interfaces entre disciplinas antes do fechamento de paredes, forros e shafts.
Assim, a rastreabilidade das decisões técnicas ajuda a reduzir disputas e facilita a manutenção futura do empreendimento. Materiais instalados, alterações de projeto, pontos de acesso e condições de garantia precisam ser registrados com clareza, pois o ativo continuará operando por anos com intervenções incrementais. Diante do exposto, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim considera que obras em operação exigem uma engenharia que trata planejamento, integração e qualidade como parte do próprio desempenho do empreendimento, e não como etapas secundárias.
Autor: Mikesh Sarsana