Jornal Universidade
  • Home
  • Eventos
    EventosShow More
    COBENGE 2026 começa em Belo Horizonte e debate futuro da formação em Engenharia
    9 Min de leitura
    Encontro Nacional de Empresas Juniores começa nesta quinta-feira em Belo Horizonte
    12 Min de leitura
    Seminário Nacional da Rede Universitas/BR encerra programação na UFMS nesta sexta-feira
    5 Min de leitura
    Universidades ampliam eventos de extensão no segundo semestre: por que participar pode fazer diferença na carreira acadêmica
    7 Min de leitura
    UnB recebe o maior congresso de pesquisadores negros do país entre 28 e 31 de julho
    6 Min de leitura
  • Notícias
    NotíciasShow More
    Golden Brasil
    Da mineração aos diamantes: como a Golden Brasil estruturou sua atuação no mercado?
    6 Min de leitura
    Unifei abre inscrições para Vestibular 2027 nesta segunda-feira; veja prazos e data da prova
    10 Min de leitura
    Antonella Giancoli
    A confidencialidade que Antonella Giancoli transforma em compromisso formal dentro da Benarrivati
    5 Min de leitura
    Ernesto Kenji Igarashi
    A gestão de contingências começa com cenários bem mapeados
    5 Min de leitura
    UNIFAP divulga resultado definitivo de seleção para mestrado em Educação
    10 Min de leitura
  • Tecnologia
    TecnologiaShow More
    USP realiza seminário sobre incidentes de inteligência artificial e apresenta resultados de pesquisa
    8 Min de leitura
    UTFPR amplia formação acadêmica em inteligência artificial e Machine Learning
    11 Min de leitura
    Samsung Ocean abre 89 atividades gratuitas de tecnologia em parceria com USP, UnB e UEA
    6 Min de leitura
    Universidades começam a mudar provas por causa da IA: por que avaliações em tempo real ganham força no ensino superior
    8 Min de leitura
    Pode usar inteligência artificial no TCC? MEC e CNE definem regras para as universidades
    7 Min de leitura
  • Sobre Nós
Leitura: CNPq regulamenta uso de inteligência artificial na pesquisa científica brasileira
Compartilhar
Jornal UniversidadeJornal Universidade
Font ResizerAa
  • Complaint
  • Advertise
Search
  • Home
  • Eventos
  • Notícias
  • Tecnologia
Tecnologia

CNPq regulamenta uso de inteligência artificial na pesquisa científica brasileira

Por Oliver Sundvik
junho 17, 2026
7 Min de leitura
Compartilhar

Nova portaria obriga pesquisadores a declarar o uso de IA generativa em qualquer etapa do trabalho e veda apresentar conteúdo da ferramenta como autoria humana

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico publicou, em março, a Portaria nº 2.664/2026, que institui a Política de Integridade na Atividade Científica do órgão. Pela primeira vez no Brasil, uma norma nacional estabelece regras específicas sobre o uso de inteligência artificial generativa em pesquisas financiadas ou apoiadas pelo CNPq. A medida chega em um momento em que ferramentas como assistentes de escrita e modelos de linguagem já fazem parte da rotina de boa parte dos pesquisadores, bolsistas e estudantes de pós-graduação, mas sem que houvesse, até então, um conjunto claro de regras sobre o que pode e o que não pode ser feito com essas tecnologias dentro do processo científico. A norma entrou em vigor sete dias úteis após sua publicação e já orienta a conduta de quem recebe bolsas e financiamentos do CNPq.

Contents
Nova portaria obriga pesquisadores a declarar o uso de IA generativa em qualquer etapa do trabalho e veda apresentar conteúdo da ferramenta como autoria humanaO que diz a nova política de integridade do CNPqQuais são as obrigações práticas para quem usa IA na pesquisaO que essa regulação representa para o futuro da pesquisa no Brasil

O que diz a nova política de integridade do CNPq

A Portaria 2.664/2026 não proíbe o uso de inteligência artificial generativa na pesquisa, mas condiciona essa permissão à transparência. O texto determina que pesquisadores, bolsistas e docentes vinculados a atividades financiadas pelo CNPq ficam obrigados a declarar o uso de qualquer ferramenta de IA generativa em todas as fases do trabalho científico, da concepção à submissão, especificando qual ferramenta foi utilizada e com qual finalidade. Essa exigência vale tanto para textos quanto para análises de dados, o que significa que um pesquisador que usa um assistente de IA para revisar a redação de um artigo precisa informar isso da mesma forma que alguém que usa a ferramenta para gerar gráficos ou interpretar resultados estatísticos.

Outro ponto central da norma é a vedação expressa à submissão de conteúdo gerado por IA como se fosse de autoria humana. Os pesquisadores permanecem como únicos responsáveis pela integridade do conteúdo final, inclusive em casos de plágio ou imprecisões que tenham se originado do uso da ferramenta. A portaria também recomenda que a inteligência artificial não seja usada na elaboração de pareceres científicos, prática comum em revisões por pares, devido aos riscos à qualidade e à imparcialidade das avaliações. A medida integra um conjunto mais amplo de diretrizes sobre ética e transparência na ciência, que também trata de condutas como assédio, plágio, autoplágio, fabricação e manipulação de dados, todas agora enquadradas com maior rigor normativo dentro do Código de Conduta do CNPq.

Quais são as obrigações práticas para quem usa IA na pesquisa

Na prática, a portaria desloca a discussão sobre uso de inteligência artificial da boa intenção individual para a responsabilização institucional. Isso significa que pesquisadores não podem mais tratar o uso dessas ferramentas como uma escolha informal e silenciosa, precisando documentar formalmente cada uso relevante dentro dos próprios textos e exposições eletrônicas produzidos. Algumas revistas científicas brasileiras já reagiram à norma criando modelos próprios de declaração, inspirados na taxonomia internacional de papéis de contribuição usada para definir autoria, adaptada agora para registrar também a participação de ferramentas de inteligência artificial generativa no processo de produção do conhecimento.

Para estudantes de mestrado e doutorado, a mudança tem efeito direto sobre a rotina de escrita de dissertações, teses e artigos. Orientadores já vêm orientando seus orientandos a manter um registro do uso de qualquer assistente de IA desde as primeiras versões do texto, evitando o trabalho retroativo de tentar reconstruir, próximo da submissão, quais trechos tiveram apoio de ferramentas automatizadas. A norma também é vista por parte da comunidade acadêmica como uma resposta a casos recentes de uso indevido de IA em produção científica, nos quais conteúdos gerados automaticamente foram submetidos sem qualquer indicação, levantando dúvidas sobre a originalidade e a precisão das informações apresentadas em publicações revisadas por pares.

O que essa regulação representa para o futuro da pesquisa no Brasil

A publicação da portaria também dialoga com um movimento paralelo do Conselho Nacional de Educação, que discute regras para o uso de inteligência artificial dentro das instituições de ensino, incluindo a proposta de proibir a correção automática de questões dissertativas sem supervisão de professores. Juntas, essas iniciativas sugerem que o poder público brasileiro está tentando construir, de forma coordenada, um arcabouço de regras que acompanhe a velocidade de adoção da inteligência artificial generativa tanto na educação básica quanto na pesquisa de ponta, evitando que cada instituição precise criar suas próprias normas isoladamente.

Para quem pesquisa ou estuda em programas de pós-graduação, entender essas regras deixou de ser opcional. O não cumprimento da declaração de uso de IA pode, a depender da gravidade e da reincidência, ser tratado como infração à integridade científica, com consequências que vão desde advertências até a suspensão de bolsas e financiamentos. Por outro lado, a transparência exigida pela portaria tende a beneficiar a comunidade acadêmica como um todo, criando um histórico mais claro sobre como a inteligência artificial está sendo incorporada à produção do conhecimento no país e ajudando a distinguir uso responsável de uso indevido dessas ferramentas.

A regulamentação do CNPq marca um ponto de virada na relação entre universidades brasileiras e inteligência artificial. Em vez de proibir uma tecnologia já amplamente adotada, o órgão optou por exigir transparência e manter a responsabilidade integral sobre os ombros do pesquisador. Para quem está iniciando um projeto de pesquisa agora, o caminho mais seguro é incorporar o hábito de documentar qualquer uso de IA desde o primeiro rascunho, consultando as diretrizes do próprio programa de pós-graduação sobre como formalizar essa declaração nos trabalhos finais.

Gov.br/CNPq (gov.br/cnpq) e Pós UFG (pos.ufg.br)

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Compartilhe esse artigo
Facebook Copie o link Print
Artigo Anterior Capes recebe seminário nacional sobre o papel das universidades na Agenda 2030
Próximo artigo Sindicato Nacional dos Aposentados Benefícios previdenciários: Veja com o Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos quais mudanças merecem atenção dos aposentados
Mais lidas
Golden Brasil
Da mineração aos diamantes: como a Golden Brasil estruturou sua atuação no mercado?
setembro 16, 2026
Segundo Gustavo Khattar de Godoy, o prontuário eletrônico eleva a qualidade do cuidado ao paciente.
Prontuário eletrônico: a transformação que a sua prática médica precisa para melhorar o atendimento aos pacientes  
maio 26, 2025
Governo Lula libera verba retida e reforça orçamento de universidades e institutos federais
maio 28, 2025
USP anuncia aumento de salário e benefícios para professores e servidores em 2025
maio 28, 2025
Jovem se destaca ao concluir graduação sozinha e abre caminho na inovação universitária
maio 28, 2025

Leia mais

Tecnologia

USP inaugura programa inovador para impulsionar tecnologia e empreendedorismo em engenharia

5 Min de leitura
Tecnologia

Cooperação internacional impulsiona ciência: novos editais da CAPES fortalecem matemática, tecnologia e clima

5 Min de leitura
Tecnologia

Hackathon de inovação da FACERES mostra como a educação prática prepara profissionais para o futuro

6 Min de leitura
Tecnologia

Robótica e tecnologia: estudantes da rede estadual estão conectados com inovação

4 Min de leitura
Jornal Universidade

Fique por dentro das últimas notícias da sua universidade com o Jornal Universidade. Cobertura completa de educação, inovação, eventos e a voz da comunidade acadêmica. Informação que transforma.

Entenda como alinhar margem e lucratividade para crescer de forma sustentável e gerar valor real, com a visão estratégica de Victor Boris Santos Maciel aplicada à prática empresarial.
Margem e lucratividade: Saiba como não parar de crescer com esforço e pouca geração de valor
fevereiro 25, 2026
Márcio Coutinho
Introdução ao Direito Eleitoral: saiba que é, qual a sua importância e as veja as principais normas no Brasil!
junho 9, 2025
Jornal Universidade - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contato
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?