Mastopexia hoje é um procedimento central para quem busca reposicionar e remodelar as mamas com segurança e previsibilidade, informa Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, que ainda reforça ainda como a decisão deve considerar técnica, qualidade dos tecidos e expectativa realista. Se você está avaliando essa cirurgia, siga na leitura para entender como as abordagens atuais funcionam, quais recursos podem aumentar a sustentação e o que realmente influencia o resultado ao longo do tempo.
A mastopexia não é apenas “levantar” as mamas, pois envolve planejamento do formato, correção de flacidez e reposicionamento do complexo aréolo-mamilar. Por isso, o melhor resultado costuma vir de um plano individualizado, que respeite anatomia, proporções e limites biológicos, em vez de promessas genéricas de efeito imediato.
Indicações, avaliação clínica e definição do objetivo cirúrgico
A indicação de mastopexia costuma surgir quando há queda da mama, flacidez de pele e perda de firmeza, situações comuns após a gestação, amamentação, variações de peso e envelhecimento. Em um primeiro momento, o exame avalia grau de ptose, qualidade da pele, volume mamário e simetria, além de aspectos gerais de saúde que influenciam cicatrização e recuperação.

Além disso, definir o objetivo cirúrgico é essencial para escolher a técnica adequada e alinhar expectativas. Conforme orienta Milton Seigi Hayashi, a conversa pré-operatória deve esclarecer o que muda de fato na forma, qual será o padrão de cicatriz e como o resultado evolui nas semanas seguintes, porque há fase de acomodação tecidual e edema antes da estabilização final.
Técnicas atuais e como elas impactam a cicatriz e o formato
As técnicas de mastopexia variam conforme o grau de flacidez e a necessidade de retirar a pele e reposicionar estruturas. Em casos mais leves, pode haver menor necessidade de ressecção, enquanto quadros mais acentuados exigem desenhos que redistribuem tensão e permitem elevar a mama com melhor controle de forma e projeção.
A escolha do padrão de cicatriz é consequência do que precisa ser corrigido e não apenas preferência estética. Milton Seigi Hayashi ressalta que a melhor técnica é aquela que entrega o formato possível com segurança, boa vascularização e estabilidade, evitando excesso de tensão na pele, que pode alargar a cicatriz e comprometer o contorno ao longo do tempo.
Sustentação, autoaumento e recursos para durabilidade do resultado
Uma tendência importante na mastopexia moderna é buscar sustentação mais consistente, especialmente quando a pele é fina ou há tendência à flacidez recorrente. Em alguns planejamentos, utiliza-se tecido da própria paciente para criar ou reforçar projeção, estratégia conhecida como autoaumento, que procura melhorar o colo e o formato sem depender apenas de pele esticada para manter a posição.
Ademais a estes fatores, existem abordagens que reforçam a sustentação interna por meio de técnicas de fixação e, em casos selecionados, materiais de suporte, sempre avaliando risco, benefício e perfil da paciente. Tal como elucida o médico cirurgião, Hayashi, esses recursos não são solução universal, mas podem ser considerados quando a anatomia sugere maior chance de queda precoce, desde que a indicação seja criteriosa e o acompanhamento seja rigoroso.
Mastopexia com prótese ou sem prótese: quando faz sentido
Uma das principais dúvidas é se a mastopexia deve ser feita com ou sem prótese. Quando há perda significativa de volume, a prótese pode ajudar a preencher o polo superior e melhorar projeção, enquanto em pacientes com volume suficiente a mastopexia isolada pode atender ao objetivo, concentrando-se em reposicionamento e remodelação.
Entretanto, a decisão exige avaliação detalhada do tecido, do peso da mama e da expectativa de colo, porque a prótese adiciona volume e pode aumentar a carga sobre a pele. Conforme frisa Milton Seigi Hayashi, o planejamento deve equilibrar estética e biomecânica, evitando escolhas que gerem aparência imediata, mas com menor estabilidade ao longo do tempo, especialmente quando a pele já apresenta flacidez importante.
Recuperação, cuidados essenciais e fatores que influenciam o resultado
O pós-operatório influencia diretamente a qualidade do resultado, pois envolve controle de edema, proteção da cicatriz e adaptação gradual do corpo à nova forma. Uso adequado do sutiã cirúrgico, retorno progressivo às atividades e cuidado com movimentos que tracionam a região são medidas que ajudam a manter a cirurgia estável durante a fase de cicatrização.
Junto a isso, hábitos e condições clínicas impactam a durabilidade do resultado, como variações de peso, tabagismo e exposição solar precoce na cicatriz. Milton Seigi Hayashi alude que uma recuperação segura é aquela em que a paciente entende o cronograma real, cumpre orientações e mantém acompanhamento, porque ajustes precoces e avaliação de evolução são parte do processo que sustenta um resultado consistente.
Técnica, sustentação e expectativa realista definem o sucesso
Mastopexia hoje envolve um conjunto de decisões que vai além do formato final desejado, pois depende da avaliação dos tecidos, da escolha da técnica e de recursos de sustentação quando indicados. Quando o objetivo é bem definido e o planejamento respeita a anatomia, a cirurgia tende a entregar melhora significativa de posição, contorno e harmonia corporal.
Ao mesmo tempo, a satisfação costuma ser maior quando a paciente compreende o papel da cicatriz, a fase de acomodação e a importância do pós-operatório. Com orientação responsável e critérios claros, o procedimento deixa de ser promessa e se torna um projeto cirúrgico previsível, seguro e alinhado ao que é possível de forma natural e duradoura.
Autor: Mikesh Sarsana