Na perspectiva do Engenheiro Valderci Malagosini, a incorporação imobiliária é, por natureza, um exercício constante de equilíbrio. Custos, prazos e qualidade formam um tripé inseparável, no qual qualquer decisão tomada em um dos lados impacta diretamente os outros dois. Encontrar harmonia entre esses fatores é um dos maiores desafios do setor e, ao mesmo tempo, um dos principais diferenciais competitivos de incorporadores bem-sucedidos.
Em um mercado cada vez mais pressionado por margens reduzidas, clientes exigentes e cenários econômicos instáveis, a capacidade de gerir esse equilíbrio deixou de ser apenas uma habilidade técnica e passou a se consolidar como uma competência estratégica fundamental. Para aprofundar essa discussão e compreender seus impactos na gestão, convidamos o leitor a conferir o artigo a seguir.
Custos como variável crítica na incorporação imobiliária
O controle de custos começa muito antes da obra, como observa o Engenheiro Valderci Malagosini. Ele se inicia na aquisição do terreno, passa pela definição do produto, escolha dos sistemas construtivos e se estende até a fase de entrega do edifício. Decisões mal embasadas nas etapas iniciais tendem a gerar impactos financeiros difíceis de corrigir ao longo do processo.
Custos não devem ser vistos apenas como valores a serem reduzidos, mas como investimentos que precisam gerar retorno. Optar por soluções construtivas mais eficientes, ainda que com custo inicial ligeiramente maior, pode representar economia significativa ao longo da obra e do ciclo de vida do edifício.
A influência dos prazos na viabilidade do empreendimento
Segundo o Diretor Técnico Valderci Malagosini, os prazos exercem papel decisivo na incorporação imobiliária. Atrasos afetam o fluxo de caixa, aumentam custos indiretos e podem comprometer a credibilidade do incorporador junto ao mercado e aos clientes.
Planejar prazos realistas exige conhecimento técnico, experiência e capacidade de antecipar riscos. A definição do cronograma precisa considerar não apenas a execução da obra, mas também aprovações legais, comercialização, logística de materiais e possíveis interferências externas. Quanto mais previsível o prazo, maior a segurança financeira do empreendimento.
Qualidade como fator de valor e não apenas de custo
A qualidade construtiva deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado, como avalia o Engenheiro Valderci Malagosini. Ela impacta diretamente a percepção do cliente, a valorização do imóvel e a reputação do incorporador.
Tratar qualidade apenas como custo adicional é um erro estratégico. Falhas de execução, patologias construtivas e retrabalhos geram despesas elevadas no pós-obra e podem comprometer a imagem do empreendimento. Investir em qualidade desde o projeto até a execução é uma forma eficiente de reduzir riscos e garantir sustentabilidade ao negócio.

É possível equilibrar custos, prazos e qualidade?
Essa é uma das perguntas mais frequentes na incorporação imobiliária. No entendimento do Engenheiro Valderci Malagosini, o equilíbrio acontece quando as decisões são tomadas com visão sistêmica. Escolher sistemas construtivos racionalizados, investir em planejamento detalhado e adotar processos padronizados são caminhos que permitem controlar custos, cumprir prazos e manter o padrão de qualidade desejado.
Estratégias que ajudam a manter o equilíbrio na incorporação
A experiência do setor mostra que algumas práticas são fundamentais para alinhar custos, prazos e qualidade de forma consistente. Entre as principais estratégias, destacam-se:
- Planejamento detalhado desde a fase de viabilidade;
- Projetos bem compatibilizados e tecnicamente consistentes;
- Escolha de sistemas construtivos eficientes e industrializados;
- Controle rigoroso de custos e medições periódicas;
- Gestão ativa de prazos e cronogramas;
- Acompanhamento contínuo da qualidade da execução.
O papel da industrialização da construção nesse equilíbrio
A industrialização da construção tem se mostrado uma aliada importante na busca por equilíbrio. Componentes pré-fabricados, sistemas racionalizados e processos padronizados contribuem para reduzir desperdícios, acelerar prazos e melhorar a qualidade final da edificação.
Ao transferir parte do processo para ambientes industriais controlados, o incorporador ganha maior controle sobre custos e desempenho, além de reduzir a dependência de mão de obra intensiva no canteiro, como elucida o Engenheiro Valderci Malagosini.
Equilíbrio como fator de sustentabilidade do negócio
Em resumo, mais do que entregar um edifício, a incorporação imobiliária precisa ser sustentável ao longo do tempo. Empreendimentos que equilibram custos, prazos e qualidade fortalecem a marca do incorporador, geram confiança no mercado e ampliam oportunidades futuras.
Esse equilíbrio não é estático, mas dinâmico, exigindo aprendizado contínuo, adaptação e evolução dos processos. Em um setor desafiador como a construção civil, encontrar esse ponto de harmonia é o que garante competitividade, longevidade e relevância no mercado imobiliário.
Autor: Mikesh Sarsana